Se Deus é brasileiro, perdeu a certidão, e São Pedro declarou-se argentino. Essa percepção é gerada pela nitroglicerínica combinação de uma redundância, o planejamento incompetente do governo, com um piripaque climático. Seu saldo é a atual crise hídrica no Sudeste, a explosão dos custos de água e energia, a ameaça de racionamento de eletricidade e o pipocar de apagões em diversas regiões. Essa embolada de tirar o sono do mercado inspirou a realização, em 27 de abril último, em São Paulo, de um seminário dedicado a esquadrinhar o impacto do colapso hídrico e energético sobre a jugular do caixa dos transformadores, evento concebido e promovido a quatro mãos por Plásticos em Revista e a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e patrocinado pela Braskem. Esta reportagem sumariza as principais apresentações. José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast, traduziu o pesadelo em números. No plano macro, ele desvendou, a hipótese de racionamentos de água e energia tem poder para encolher o PIB entre 1,5% e 2%. Fruto de uma abundância de recursos naturais deixada em mãos oficiais ineptas, nosso custo de energia elétrica só perde, num cotejo mundial, para o italiano, atestou o dirigente, calçado em indicadores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), da qual Roriz também é vice-presidente. Com a mesma matriz hidroelétrica do Brasil, ele frisou, o Canadá tem tarifa de energia 182% mais barata que a daqui para o consumo industrial. No âmbito dos custos da transformação brasileira de plástico, o encarecimento da

 

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