PET: reações positivas nos balanços de 2015

Poliéster nacional ampliou sua participação no mercado interno

dolar-petO câmbio e o recuo da concorrência importada energizaram, no ano passado, os balanços do setor de PET no ano passado, deixa claro matéria publicada no jornal Valor Econômica. A produção nacional do poliéster concentra-se no polo petroquímico de Suape, no qual dois terços cabem às controladas da Petrobras, PetroquímicaSuape e Citepe, e o naco restante cabe à subsidiária local do grupo italiano M&G. Conforme foi divulgado, as duas estatais foram contempladas com investimento de R$ 9 bilhões e o saldo de seus prejuízos fechou 2015 na órbita de R$ 1,6 bilhão contra quase R$ 4 bilhões em 2014. A PetroquímicaSuape aumentou sua receita líquida em 19% no último período, para R$1 bilhão, e baixou então em 35% seu prejuízo líquido face a 2014, fixado em R$807,61 milhões em 2015, cita o jornal, assinalando ainda o déficit de R$ 65 milhões no tocante ao lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). Ainda no ano passado, as duas controladas da Petrobras duplicaram para 450.000 toneladas a sua capacidade produtiva de PET. Somada à da MG, o Brasil conta agora com potencial para gerar 1 milhão de toneladas da resina ao ano. Em 2015, segundo indicadores do governo, as exportações de PET fecharam  na faixa de 383.000 toneladas (404.000 em 2014) e as importações limitaram-se a 51.000 toneladas (115.000 em 2014). De acordo com a reportagem do Valor Econômico, uma pedra no caminho do desempenho da PetroquímicaSuape foi colocada por sua operação de 700.000 toneladas anuais de ácido tereftálico purificado (PTA), matéria-prima de PET produzida no país com exclusividade pela empresa. O enrosco, segundo aponta o jornal, foi o índice médio de ociosidade de 38% em 2015, atribuído as importações de PTA do México isento de taxação por obra de acordo bilateral de preferência tarifária. Do lado da M&G do Brasil, a reportagem informa que sua receita líquida atingiu R$1,9 bilhão em 2015, cifra 13% acima do montante registrado em 2014, e o lucro líquido foi projetado em R$ 68 milhões no ano passado ou quase o quíntuplo do resultado alcançado no exercício precedente.