Pedaladas verdes

Gino Paulucci Junior. Na capital de São Paulo, a cobrança das sacolas de saída de caixa é permitida, sem cunho obrigatório. Mas apenas as grandes redes de supermercados e alguns estabelecimentos menores não só em tamanho, mas em sensibilidade comercial- cobram as sacolinhas dos clientes na saída do caixa, uma forma de penalizá-los por comprarem em suas lojas. Em 2007, quando os ditos “ambientalistas” atacaram as sacolinhas, o setor supermercadista foi o primeiro a sair em defesa delas. Criou então a Frente Parlamentar em Defesa das Sacolas Plásticas. Passado algum tempo, perceberam que seria vantajoso aderir à corrente contra a embalagem e, assim, obter maior lucro. Óbvio: trata-se de puro greenwash, a chamada ecolavagem cerebral. Com a venda das sacolas plásticas, os supermercadistas transferem ao consumidor um custo já embutido nos preços das mercadorias comercializadas. Ao cobrarem pela sacola, ela deixa de ser material para uso e consumo e passa a ser mercadoria de venda, obtendo crédito de ICMS referente a esta transação. Ou seja, os supermercadistas ganham duplamente com a cobrança. A cadeia do plástico depara com extrema dificuldade para informar veicular dados, matérias científicas, estatísticas e resultado de pesquisas sobre a questão das sacolas. Por que? Simples: tudo isso vai contra o interesse de um dos setores que mais anúncios veiculam nas mídias. Seja nas esferas municipal, estadual ou federal, o poder público tem o encargo de cuidar de assuntos muito mais relevantes que a cobrança da sacola. Como todas as embalagens, as sacolas plásticas estão no bojo

 

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