O preço do silêncio

Um protesto contra a garrafa descartável aponta os caminhos para o plástico trabalhar sua imagem

Carolina, Nina e Thais: contra o plástico descartável e o descumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Se alguém ainda duvida das lascas na reputação do plástico perante a opinião pública e do tamanho do fosso na comunicação entre a indústria do material e a sociedade, um gesto de consumidores finais em São Paulo, encabeçado por ativistas de exemplar formação superior, diz volumes sobre o tamanho da encrenca. Em 3 de agosto último, a jornalista Carolina Tarrio, a arquiteta Nina Furukawa e a médica e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Thais Mauad, baixaram na fábrica do laticínio paulista Fazenda Bela Vista para uma visita indigesta. Entregaram 365 garrafas vazias (equivalentes a um ano de consumo na casa de Carolina) do leite longa vida da marca Fazenda e uma carta (ver à pág. 44) assinada por 157 consumidores criticando a escolha da embalagem descartável de polietileno de alta densidade e seu impacto ambiental. Nesta entrevista exclusiva, Thais Mauad racionaliza o protesto, viralizado na mídia. As respostas dadas trazem à luz bons pontos por onde o setor plástico poderia começar enfim a se mexer para tapar aquele fosso. PR – Qual a motivação para devolver ao laticínio as garrafas vazias e entregar a carta com 157 assinaturas de apoio ao gesto? Thais Mauad – Esta ação foi gerada pelo descontentamento de um grupo de pessoas pela grande quantidade de plástico descartável gerada pelo consumo diário de leite. Em primeiro lugar, gostaríamos de voltar a ter embalagens retornáveis de vidro. As garrafas plásticas de leite são um exemplo da grande quantidade de plástico descartado

 

Para continuar lendo cadastre-se gratuitamente.

Conteúdo restrito a assinantes e cadastrados.
Se você já é usuário, faça login.
Novos usuários podem se cadastrar abaixo.

 

Login de Usuários
   
Registro de Novo Usuário
*Campo obrigatório