Começou a contagem regressiva para a petroquímica sul-americana encarar o momento da verdade. Em cerca de dois anos, os EUA voltam com força cada vez maior ao time de exportadores de classe mundial de poliolefinas e PVC, à sombra de vantagens econômicas a exemplo da rota do gás de xisto (shale gas) e de propeno resultante da desidrogenação do propano. Na voz unânime dos analistas, esse ressurgimento de um excedente norte-americano de resinas e a América Latina na cabeça dos canais para sua desova evocam a imagem da formação de um furacão Katrina a caminho do mercado-chave para as petroquímicas situadas do México para baixo, todas algemadas a matérias-primas mais caras ou limitadas. A reboque, pulsa o risco de subida das exportações para a região de produtos transformados nos EUA com resinas geradas com eteno obtido do gás de xisto. Uma ala de observadores pondera que a cultura da transformação norte-americana centra-se na demanda interna e, com seus custos agora mais atraentes, as exportações para os EUA de artefatos plásticos da Ásia tendem a murchar. Para evitar os respingos desse recuo em seus índices de produção, os transformadores orientais tratariam de reforçar seus embarques para escoamento em regiões como a América Latina. Toda a tensão do drama veio à tona na quarta conferência sobre polímeros e petroquímicos na América Latina, levada em setembro, em São Paulo, pela consultoria norte-americana IHS. Pelo seu sismógrafo, a atual capacidade global de eteno é fixada em 153 milhões de t/a. Desse total, a área

 

Para continuar lendo cadastre-se gratuitamente.

Conteúdo restrito a assinantes e cadastrados.
Se você já é usuário, faça login.
Novos usuários podem se cadastrar abaixo.

 

Login de Usuários
   
Registro de Novo Usuário
*Campo obrigatório
COMPARTILHAR