Nos anos 30, o economista inglês John Maynard Keynes cunhou a expressão “espírito animal”, eternizada como tradução na pinta do instinto empreendedor dos empresários. Embora ainda citada a torto e a direito por economistas brasileiros de todos os matizes, periga vencer o prazo de validade dessa tirada do defensor da intervenção estatal em prol do pleno emprego, mediante aumento da demanda e capacidade produtiva. Bem mais identificado com a frase “não existe almoço grátis”, do monetarista Milton Friedman, de corrente oposta a Keynes, José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico, comunica à praça o falecimento do espírito animal. Essa ideia do investimento por feeling, ele argumenta, remonta à época de um mercado com tudo por

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