O drible da vaca

Para o plástico sonhar em perturbar a caixinha em leite e sucos, precisa dar ao cliente tanto ou mais do que ela oferece

Uma rara conjunção dos astros mantém, no Brasil, a caixa cartonada imperturbável há décadas à disputa com o plástico em leites fluidos e sucos líquidos, muitíssimo mais tímida do que a travada no Primeiro Mundo. Por quê? Uma explicação de fora da porteira da fábrica: a miséria da malha viária do país, complicando a entrega de alimentos de shelf life menor. Já no interior da planta, o cartonado se impõe por uma fórmula de custo /benefício até hoje imbatível: a soma de uma solução de embalagem com uma solução de processo, tirando da frente do laticínio e fabricante de sucos tranqueiras que vão da compra de matéria-prima e máquinas até a engenharia de produção, mediante o fornecimento contratado da célula

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