O drible da vaca

Para o plástico sonhar em perturbar a caixinha em leite e sucos, precisa dar ao cliente tanto ou mais do que ela oferece

Uma rara conjunção dos astros mantém, no Brasil, a caixa cartonada imperturbável há décadas à disputa com o plástico em leites fluidos e sucos líquidos, muitíssimo mais tímida do que a travada no Primeiro Mundo. Por quê? Uma explicação de fora da porteira da fábrica: a miséria da malha viária do país, complicando a entrega de alimentos de shelf life menor. Já no interior da planta, o cartonado se impõe por uma fórmula de custo /benefício até hoje imbatível: a soma de uma solução de embalagem com uma solução de processo, tirando da frente do laticínio e fabricante de sucos tranqueiras que vão da compra de matéria-prima e máquinas até a engenharia de produção, mediante o fornecimento contratado da célula de equipamentos de formatação, enchimento e vedação do cartonado. Devido a toda essa mão na roda, aliada a zero custo de refrigeração no frete e armazenagem, longa vida, império do cartonado, foi a única categoria de leite cujo consumo cresceu, embora com intensidade inferior, sob a depressão econômica iniciada no ano passado e hoje sua participação nesse segmento de lácteos é projetada em 63%. O movimento subiu 2%, de 6,6 bi de litros em 2014 para 6,7 bi no último período, contabiliza a Associação Brasileira de Leite Longa Vida (ABLV). Por seu turno, o consumo de leite pasteurizado, um rincão do saco barriga mole, recuou 10% no ano passado, emplacando 1,1 bi de litros contra 1,22 precedentes. Ainda segundo a entidade, o consumo de leite em pó estabilizou-se no volume

 

Para continuar lendo cadastre-se gratuitamente.

Conteúdo restrito a assinantes e cadastrados.
Se você já é usuário, faça login.
Novos usuários podem se cadastrar abaixo.

 

Login de Usuários
   
Registro de Novo Usuário
*Campo obrigatório

Comments are closed.