O buraco é mais embaixo

Não existe atalho para se chegar ao desenvolvimento sustentável e à Indústria 4.0

Cena 1- Uma indústria componedora se viu em saia justa com um cliente porque, ao produzir o lote do pedido, o operador ministrou o teor de determinado aditivo muito abaixo do percentual recomendado para a aplicação em vista e as peças injetadas com este composto foram reprovadas pela indústria final, devido às propriedades mecânicas a desejar, e devolvidas ao fornecedor. Efeito dominó, a suspeição da culpa sobrou para a componedora que, posta contra a parede, partiu em auditoria atrás da causa do erro no material entregue. Noves fora, descobriu-se que o operador da máquina não sabia calcular porcentagem e, pior, não era o único na equipe e seu nível de preparo não destoava do padrão encontrado pela empresa na praça. Para preencher essa lacuna de conhecimentos primários, a componedora bancou curso de aritmética reforçada para o chão de fábrica e sua diretoria agora prefere mudar de assunto quando ouve falar em Indústria 4.0. Cena 2- Vice-presidente da filial brasileira de múlti de produtos essenciais propõe exclusividade a Plásticos em Revista na publicação de artigo que acabara de escrever. Em suma, o texto constava de uma conclamação pela junção de forças entre empresariado, poder público e consumidores em prol do desenvolvimento sustentável. Até moléculas de sucata plástica já depararam com zilhões de matérias nessa linha. Mas, diante da oportunidade de contar com o figurão na edição e para sugerir como diferenciar sua abordagem do tema, foi lhe proposto considerar a inserção de três pontos no seu artigo. Um deles: como transpor

 

Para continuar lendo cadastre-se gratuitamente.

Conteúdo restrito a assinantes e cadastrados.
Se você já é usuário, faça login.
Novos usuários podem se cadastrar abaixo.

 

Login de Usuários
   
Registro de Novo Usuário
*Campo obrigatório