O barco joga mas não afunda

Empate com 2015 já será vitória este ano para os agentes autorizados de resinas

A distribuição de resinas virou 2015 com leves queimaduras de primeiro grau, pois fez o dever de casa para tomar pé na realidade, enxugando custos e restringindo crédito, e tirou sangue da concorrência importada acuada pelo câmbio. Não há razão para o movimento parar este ano, mas pintam novos poréns. Logo de cara, consta a piora do piripaque nacional, espelhado em 60 milhões de inadimplentes e PIB previsto agora para – 4%. Polietileno (PP) e polipropileno (PP) são termômetros da economia e a contração dela aleija de bate pronto a galera mais desguarnecida: classes sociais e empresas do andar de baixo, como as dominantes no varejo do plástico. Além do mais, os distribuidores engasgam com o pepino das revendas alimentadas por polietileno (PE) e polipropileno nacionais, procedentes de grandes consumidores. O xis do problema é que, para obter boas condições de preços da Braskem, única produtora de PP e PE no país, essas indústrias precisam manter os robustos volumes habituais de compras sob uma crise que hoje aborta a permanência dos níveis de ocupação de suas fábricas registrados nos bons tempos. Com vendas em queda assombrando o caixa, os transformadores em foco encaram uma encruzilhada. Ou reduzem as compras de resinas, pondo em risco o tapete vermelho a eles estendido pela petroquímica, ou então, topam adquirir a quantidade costumeira, canalizando para o varejo lotes maiores do que os volumes excedentes com que tradicionalmente abastecem a revenda autônoma. Acontece que, do outro lado do balcão, a freguesia anda inapetente. Nesta entrevista,

 

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