O amor é lindo

Conceito da posse responsável e relação entre donos e animais sustentam o mercado pet

Ponha-se no lugar de porta-voz de uma indústria que, em meio ao festival de desgraças numa infinidade de setores no país, hoje no lameiro dos níveis de consumo de muitos anos atrás, se vê na posição de ter de dizer que, na contramão do xororô geral, o seu mercado continua indo em frente. É este o embaraço que cerca as falas de José Edson Galvão de França, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). Pelas projeções mais recentes da entidade, 2016 fecha com faturamento de R$ 19,2 bilhões ou 6,7% acima do saldo de 2015. “Aparentemente, o crescimento é positivo, mas, na verdade, demonstra uma queda, pois a expansão do ano passado foi de 7,6%”, ele alega. “A Abinpet considera que não há desenvolvimento de mercado”. Não deve ser mesmo fácil escancarar percentuais azuis num ambiente em que o vermelho sanguinolento pega o PIB brasileiro pelo segundo ano seguido e o próximo a Deus pertence. Para aguar de vez a compostura do discurso de França, os fabricantes ouvidos nas reportagens a seguir, todos filiados à Abinpet, esbanjam entusiasmo e provas de crescimento do negócio. França recorre a duas frentes de argumentação para deixar fosca a rentabilidade do setor. Assim, ele recorre ao encarecimento das commodities agropecuárias (milho, soja, carnes, peixes e trigo). “Compõem 95% do alimento pet, impactando o custo final”. Na mesma direção, o dirigente engrossa o coro de gregos e troianos do empresariado contra a carga tributária. “Em cada alimento embalado

 

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