O acessório obrigatório

Um ovo de Colombo pode evitar desgastes na relação do setor plástico com políticos

Vivendo e aprendendo. Entre as sub matérias da reportagem de capa deste número, consta o relato dos projetos de lei (PL) nos quais um deputado federal e um senador reivindicam a proibição do uso de poliestireno expandido (EPS) em embalagens de alimentos e copos de bebidas quentes. Nos dois casos, a falta de fundamentos técnicos para o veto em nada atrapalha e decorre também do fato de os parlamentares não terem se dado ao trabalho de ouvir as partes envolvidas. Cientes pela grande imprensa de investidas ecoxiitas contra o EPS, material arqui aprovado para contato com alimentos por sumidades regulatórias de calibre mundial, como a agência norte-americana Food and Drugs Administration, os dois politicos farejaram no noticiário superficial um modo de sair bem, pedindo o veto, na foto no palanque ambiental. A indústria afetada é mero detalhe. Nada de novo, disseram na reportagem porta-vozes da cadeia de ABS e da indústria química, todos calejados no convívio com o poder público e com a feitura de PLs. A praxe no Legislativo seja municipal, estadual ou federal, é redigir a proposta sem pesquisar o mérito e só tomar conhecimento da racionalidade ou falta dela quando o PL é alvo de análises pelos envolvidos em audiência pública. Se o conteúdo do texto for provado sem cabimento nessa fase, o autor da proposta, agora sabedor dos fundamentos, sai de fino e deixa sua proposta ao deus dará da tramitação a passe de cágado em Brasília. Enquanto esse destino não se materializa, as representações das

 

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