Ninguém derruba

A invejável resiliência dos biscoitos às mordidas da crise

Entre mortos e feridos na cadeia alimentar, os biscoitos, pátria adotiva das embalagens de polipropileno biorientado (BOPP) não podem se queixar. A salvo do vermelho generalizado nos balanços desses tempos bicudos, as projeções preliminares para 2015 materializaram as expectativas traçadas pelos fabricantes ao início do mesmo ano. “Tudo indica que o setor de biscoitos confirmou nossas previsões de crescimento da ordem de 1% em volume e de 8-10% em valor sobre as vendas de 1.704 milhão de toneladas, equivalentes à receita de R$ 19,671 bi em 2014”, constata Cláudio Zanão, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi). “Para 2016, a ausência de sinais de uma retomada da economia nos leva a prever uma expansão nos mesmos moldes de 2015”, completa o dirigente. Apesar da magreza, o saldo é visto por ele como um gol, se comparado ao estrago feito pela crise em outros fronts. Edmundo Klotz, presidente da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), pintou o clima ao constatar que, em 2015, o consumidor empobrecido restringiu suas compras ao essencial, produtos básicos tipo arroz e feijão. Retomando o fio, Zanão deixa claro que os biscoitos pegaram esse tiro de raspão ao crescer bem abaixo do seu potencial; ainda assim fechou o ano no azul. “Biscoitos são um complemento de refeição ofertado em diversos preços e tamanhos para todos os segmentos da população”, argumenta o presidente da Abimapi. A crise tem o condão de forçar o consumidor em busca de economia

 

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