Nas curvas da montanha russa

Distribuidores aprimoram suas operações para resistir à instabilidade

Até quatro anos atrás, os distribuidores de resinas arredondavam, inebriados, as suas vendas em 500.000 toneladas anuais. Desde que a recessão bateu à porta, porém, os volumes descem em escada rolante, a ponto de, na medição de 2016, o movimento resultar cerca de 20% inferior ao patamar dos últimos anos dourados, abaixo mesmo da casa das 400.000 toneladas, deixa claro o rastreamento (ver gráfico à pag. 26 e 27) da Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins (Adirplast). Pré-delação da JBS, a entidade endossava com entusiasmo as róseas projeções iniciais da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) para 2017: aumento de 2,15% na produção de artefatos transformados e de 1,9% no faturamento (projetado em R$ 56,3 bilhões), a tiracolo do avanço de 1,2% no PIB. Depois que o bicho pegou em Brasília, a euforia abrandou. “A atual situação política gera um clima de instabilidade nos negócios, pois torna o futuro incerto”, pondera Laércio Gonçalves, presidente da Adirplast e da distribuidora Activas, formadora de opinião no varejo de poliolefinas. Desse modo, a grande consequência para o setor de distribuição de resinas é a incerteza quanto ao investimento de transformadores em equipamentos, processos e, em especial, na gestão financeira”. Essa descida dos volumes em espiral e no escuro das expectativas, obriga os distribuidores a apurar a destreza para lidar com os riscos à espreita em todas as frentes de sua operação. Esse acompanhamento com lupa do dia a dia decorre da vulnerabilidade do perfil dominante dos clientes: indústrias menores

 

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