Não estamos tão mal na foto

Apesar da economia, o setor nacional de injeção vem se modernizando. Mas não pode bobear na qualificação da mão de obra

Embora os custos para reduzir a operação manual permaneçam elevados, o Brasil não está tão defasado assim quanto à automação no processo de injeção de componentes automotivos e peças técnicas em geral. Ainda estamos atrás dos países desenvolvidos, mas as transformadoras brasileiras percebem cada vez mais a qualidade e economia proporcionadas por sistemas cujos mecanismos controlam o próprio funcionamento, com a mínima interferência humana. Vinícius Nascimento e Jesus e Fernando de Assis Queiros. Apesar da crise nos últimos anos, essas empresas têm investido muito em manipuladores para tirar a peça do molde e depositá-la na esteira ou no recipiente de armazenamento. Outra etapa merecedora de muita atenção é a do tratamento de matéria-prima. Numa operação de abastecimento manual, é corriqueira a incidência de contaminações e aumento do teor de umidade de materiais higroscópicos, efeito da exposição excessiva ao ambiente fabril e, com frequência, de acidentes. Para afastar esses riscos, cresce nas transformadoras a adesão a sistemas automatizados de alimentação. Levam a resina do big bag fechado ou desumidificador direto para o funil da injetora. Até o momento, a etapa operacional mais distante da automação é a estocagem de insumos e peças acabadas, pois nossas indústrias menores e médias ainda resistem muito ao emprego de recursos caros para elas, a exemplo de softwares e sistemas autônomos de transporte, empilhamento e localização. Os custos altos, por sinal, também explicam a presença tímida de robôs no segmento nacional de peças técnicas injetadas. Para engrossar o caldo, pesam contra a carência de pessoal qualificado

 

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