Mesmo com a economia na UTI, a indústria de descartáveis higiênicos, porto seguro para nãotecidos de polipropileno (PP) e filmes de polietileno (PE), navega em velocidade de cruzeiro sob a  borrasca. Os santos por trás do milagre chamam-se melhor poder aquisitivo de baixa renda e a taxa de penetração desses artigos, ainda muito aquém da curva dos mercados maduros. No país, para se ter uma ideia, cerca de 30% das crianças continuam a usar a arcaica fralda de pano, constrangimento que evidencia espaço considerável para o avanço do tipo descartável. Os resultados do setor, engrossado por fraldas geriátricas, produtos para incontinência urinária e absorventes femininos, já exibem robustez nada infantil e estão bem acima do esquelético PIB nacional. Em 2013, as vendas de fraldas descartáveis infantis somaram R$ 4,06 bilhões, 14,8% a mais do que em 2012, informa Luciana Ignez, analista de mercado da consultoria Nielsen. A cifra corresponde a 6,49 bilhões de unidades comercializadas no ano passado, expansão de 4,9% sobre o exercício anterior, ela acrescenta. No caso dos absorventes femininos, a receita bateu em R$ 1,79 bilhão, crescimento de 11,8% na mesma base de comparação, enquanto os volumes aumentaram 4,2% e chegaram a 6,02 bilhões de unidades. “Ambas as categorias são impulsionadas por um movimento de oferta de itens de valor agregado mais alto e por embalagens maiores e promocionais”, ela considera. Ao longo de 2014, percebe Luciana, os gols contra tomados na economia por ora não afetaram o nicho das fraldas infantis. Seu faturamento subiu impressionantes 17,6%

 

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