Na boca do ciclone

Não é hora de falar em planos na petroquímica da América Latina

Nos mapas dos analistas da petroquímica, a América do Sul costuma ser enfiada no bojo da categoria “row” (rest of the world ou resto do mundo). Essa fragilidade  da região num setor onde quem não forma preços não conta é acentuada agora pela passagem do tornado na forma do petróleo brent rumo a US$ 20, o esfriamento do PIB chinês e a sobra mundial de resinas como polietilenos (PE), consideradas pontos cardeais do negócio petroquímico. Nesta entrevista, Roberto Ribeiro, dirigente da consultoria norte-americana Townsend, sintetiza a saia justa e o terreno minado pela frente para o Brasil. Ribeiro: exportadores endurecem no crédito ao Brasil. PR – Em 2015 o balanço das resinas brasileiras fechou positivo devido às exportações. No plano dessas vendas externas 2016 será uma reprise fiel de 2015 ou há mudanças no panorama? Ribeiro – Com o mercado interno recessivo em 2015, a petroquímica brasileira não teve outra opção a não ser voltar seus olhos para o cenário externo, ainda mais com a ajuda da variação cambial que fortaleceu seu produto na comparação com competidores globais. Isto claramente pode ser visto nos resultados apresentados de Braskem no terceiro trimestre de 2015 e deve se repetir na divulgação de resultados no exercício inteiro. Para 2016, as forças que levaram a essa situação se manterão e talvez, em alguns momentos, ainda mais fortes.Ou seja, consumo doméstico caindo em muitas aplicações e câmbio favorável às exportações. Já é óbvio, muita volatilidade e perspectivas de alteração na matriz econômica brasileira. Mas, ao

 

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