Muito além do teto da meta

O arranque dos compostos de PP não engasga

Responsável por mais de 50% do peso dos plásticos nos carros nacionais, os compostos de polipropileno (PP) prosseguem nas berlindas de todas as frentes das obsessões das montadoras, seja a redução de peso, o apuro estético, a economia de combustível ou a vida útil da autopeça. Nesta entrevista, os avanços e próximos passos em termos de desenvolvimentos do material são dissecados por uma asa delta mineira em componentes de PP como painéis de instrumentos, o engenheiro mecânico Douglas Antunes Gonçalves, pós-graduado em Engenharia de Plásticos e Processos Metalúrgicos de fabricação (e-mail para contatos: douglasantunes@bol.com.br) Antunes: aumento de teor da fibra complica injeção. PR – Quais os requisitos técnicos em compostos de PP mais difíceis de serem atendidos pelos fornecedores da indústria automobilística? Gonçalves – Eficiência energética e resistência às intempéries e ao risco. Sob chuvas cada vez mais ácidas e temperaturas mais elevadas no planeta, os materiais plásticos aplicados na indústria automobilística devem evoluir para atender às novas condições climáticas e de uso. Resistência ao risco, por sinal, embute o intento de alcançar a excelência nesse quesito sem prejuízo de outras propriedades, principalmente a tenacidade. Acredito que o maior desafio seja o da eficiência energética. Afinal, cada grama economizado conta para o veículo ficar mais leve e consumir menos combustível independente. PR – Pela sua estimativa, qual é, em média hoje, o consumo de compostos de PP para um automóvel? Gonçalves – No momento, os carros brasileiros empregam cerca de 40 a 45 kg de plásticos, dos quais calcula-se que 

 

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