Muito além da imaginação

A crise complica, mas não freia as grandes empresas em sua catequese do desenvolvimento sustentável. E o plástico é estratégico nessa tomada de consciência

“Plástico ganha cada vez mais importância como ameaça ambiental”, bradava na capa a edição de 20 de julho último do jornal Valor Econômico. Era a chamada para a matéria, transcrita da agência de notícias Reuters, a respeito de estudo publicado um dia antes nos EUA por professores das universidades da Califórnia e Georgia e um porta-voz da ONG Sea Education Association. Em suma, a pesquisa calcula em 8,3 bilhões de toneladas a produção mundial de plásticos desde 1950 e situa em 30% do total a parcela ainda em uso. Das restantes 6,3 bilhões de toneladas, as estimativas são de que cerca de 12% foram incineradas, 80% descartados no meio ambiente ou depósitos de lixo e 8% recicladas. Mantido o andar da carruagem, os autores preveem que mais de 13 bilhões de toneladas de sucata plástica estarão no meio ambiente ou repositórios de refugo até 2050. Ao longo da exposição,os pesquisadores martelam a tecla da preocupação com o fato de a maior parte do plástico ao léu não ser biodegradável e alertam que seu acúmulo é danoso para o ecossistema e que sua queima influi na mudança climática e afeta a saúde humana. Como sempre nesse tipo de cobertura, a indústria plástica não foi ouvida nem se ouve um pio sobre quem, afinal de contas, faz o descarte incorreto. O martelar desse tipo de informação ajuda não só a explicar as deformidades na imagem pública do plástico, mas como volta e meia se recorre a esse noticiário para se tirar proveito

 

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