M&G pede recuperação judicial na Itália

Peso-pesado em PET tem dificuldades para financiar projeto nos EUA e pagar pelo suprimento de matéria-prima

Maior produtor de PET no Brasil e referência mundial no poliéster, graus garrafa e têxtil, o grupo Mossi Ghisolfi (M&G) requereu recuperação judicial na Itália, onde está sediado. De acordo com comunicado postado no site da corporação pela sua matriz em Tortona, a companhia estuda uma proposta de acerto com os credores para permitir a continuidade de suas atividades, embora não exclua do contexto a hipótese das denominadas soluções alternativas. Os débitos da corporação, cujo montante total não foi divulgado no anúncio, foram agravados pela incapacidade de financiar uma robusta capacidade de PET, intitulada projeto Jumbo, na texana Corpus Christi, nos Estados Unidos. Além do mais, a M&G deve US$ 49 milhões ao conglomerado mexicano Alpek, fornecedor de ácido tereftálico purificado para a produção do poliéster nas unidades do grupo italiano no México e no Brasil – a capacidade nominal de 550.000 t/a de PET em Suape, Pernambuco. Devido ao não pagamento, a Alpek anunciou em setembro o corte no suprimento de PTA para ambas as plantas. Por seu turno, a mídia internacional informa que a M&G paralisou a operação de sua unidade mexicana em Altamira e tende a fazer o mesmo em sua fábrica de PET em Apple Grove, nos Estados Unidos. No Brasil, a Alpek aguarda a homologação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica da compra do complexo de PTA e PET graus fibra e embalagem da Petroquímica Suape, posto à venda pela Petrobras por considerá-lo um ativo não estratégico.