Mercado não é cartório

Prefeitura de SP barra transformadores menores da concorrência em sacolas

O reinado de polietileno (PE) verde em sacolas para o comércio paulistano periga ser abalroado caso o ganhador das eleições para prefeito, em outubro próximo, não seja do PT. Dessa vez, a pedra no sapato do polímero da Braskem não se trata da querela da venda versus distribuição gratuita da embalagem nem de dúvidas quanto à sua contribuição ambiental, mas de uma desavença sobre seu fornecimento. Uma minoria de transformadores de maior porte adquire direto da petroquímica o bioplástico, por lei o material dominante na composição das sacolas, a preços e volumes inalcançáveis pelos concorrentes menores, a esmagadora maioria das indústrias do ramo e dependentes do PE verde cotado mais caro em distribuidores autorizados. Essas empresas sentem hoje na carne a pressão para abrir mão de um mercado do qual sempre participaram. “Desde o início das discussões dessa lei, o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast) alertou sobre o impacto que restrições de tipo de matéria-prima causam ao mercado de sacolas, principalmente a pequenas e médias empresas”, salienta José Ricardo Roriz Coelho, presidente da entidade e da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). “Sejam quais forem os resultados da próxima eleição municipal, o Sindiplast continuará a defender que a restrição do tipo de matéria-prima utilizada nas sacolas plásticas causa apenas distorções de mercado, não impactando no desempenho final desses produtos, pois tanto o PE verde como o tradicional são 100% recicláveis”. Fornecido apenas pela Braskem e sem similar mundial, PE verde é o

 

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