Malhando no kit saúde

O consumo de água engarrafada está bombando e as embalagens contam muito para ele chegar à melhor forma

Nada é preto no branco e a verdade mora nas nuances, ensinam a vida e as pesquisas de mercado. Dos bastidores da transparência da água mineral, um jardim em flor para PET em garrafas e para polipropileno (PP) em garrafões e tampas, vem à superfície um aparente paradoxo captado no levantamento sobre o setor recém saído do pipeline da consultoria Euromonitor International. É o seguinte: o percentual (acima de 80%) de entrevistados do Brasil que consideram água mineral crucial para a saúde nos eixos bate os indicadores de países como os do Oriente Médio, EUA e México. Mas o mesmo estudo, ora vejam, constata que a relação do brasileiro com a água engarrafada é de necessidade, não de desejo. Tem mais: o consumo do líquido no México (per capita de 170 l/a) galopa léguas à frente do Brasil (per capita aquém de 50 l/a), os dois países puxando o comércio varejista de 4,4 bilhões de litros na América Latina em 2016. Por aqui, aliás, água sem gás banha mais de 90% do mercado, enquanto na vizinha Argentina o tipo com gás predomina. No varejo brasileiro, esquadrinha a Euromonitor, o canal supermercadista abocanha cerca de 45% das vendas de água mineral, seguido pela venda direta, com perto de 40% e, estrela do comércio de bens primários em três anos de crise, o atacarejo pega a lanterna, embolsando a parte minoritária restante. Ao juntar esse quadro à hiper pulverização de indústrias de água mineral no país, o estudo da Euromonitor enxerga um

 

Para continuar lendo cadastre-se gratuitamente.

Conteúdo restrito a assinantes e cadastrados.
Se você já é usuário, faça login.
Novos usuários podem se cadastrar abaixo.

 

Login de Usuários
   
Registro de Novo Usuário
*Campo obrigatório