Mais do que mil palavras

Honda em Itirapina: sem data para começar a produzir.
O destino das peças técnicas injetadas se bifurca em componentes automotivos e para eletroeletrônicos. As duas estradas andam intransitáveis devido ao deslizamento de encostas provocado pelo temporal na economia. É um enrosco federal para um setor onde a razão de viver alia as vendas e a obsessão por formulações capazes de desbancar materiais concorrentes com vantagens de custos e performance. Não é fácil manter o astral nas alturas nessa conjuntura, como insiste Jane Campos, diretora da Radici no Brasil, componedora de poliamidas (PA) em Araçariguama, interior paulista. “Crises são boa oportunidade para desenvolver produtos e clientes”, ela sustenta. “São a brecha econômica para empresas empenhadas em aumentar sua fatia de mercado e, na busca desesperada de redução dos custos, elas se abrem a novas ideias, produtos e fornecedores, como ilustra aliás o interesse em alta por substituir metal por plástico, em especial no setor automotivo”. O discurso de Jane segue a modulação apropriada para não deixar o moral da tropa cair em situações de enrascada, mas essa oratória hoje pede o acompanhamento de ansiolíticos e antidepressivos para os ouvintes da cadeia das peças técnicas. O diabo é que o evangelho da fibra & otimismo pode animar, mas não muda números. Radares setoriais estimam a capacidade instalada da indústria automobilística na faixa de 5,3 milhões de veículos e a produção, declinante desde 2014, deve rondar 2,2 milhões de unidades este ano. Fala por si a segunda planta no país da Honda, que negou entrevista. A construção em Itirapina, interior paulista, terminou

 

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