Lubrificante: pressão ambiental sobre frascos de PEAD

De volta ao azul no balanço, reduto do óleo automotivo tende a repensar o envase

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Artéria femoral do consumo nacional de polietileno de alta densidade, o mercado de óleo lubrificante acabado saiu do fundo do poço no ano passado e experimenta mudanças sob pressão da sustentabilidade que respingam nos tradicionais frascos soprados com a poliolefina. Pelo medidor da Plural (Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência), 2017 fechou com vendas estimadas em 1,262 bilhão de litros, primeiro balanço no azul após três anos a fio de queda livre. Entre os ingredientes responsáveis pela combustão da demanda por quase 10.000 produtos registrados e comercializados no país, a Plural distingue o aumento de 9%% no licenciamento de veículos leves e de 6,5% na esfera dos pesados e a expansão de 2,5% nas vendas de lubrificantes para uso industrial no ano passado.

A elevação do nível mínimo de qualidade dos óleos, colocada em prática graças à Resolução 22/2014 da Agência Nacional do Petróleo (ANP), e o fato de os agentes regulados terem passado a declarar dados a esta mesma autarquia através do Sistema de Informações de Movimentação de Produtos (SIMP) também tiveram influência positiva no panorama, atesta a Plural. Por sua vez, o canal de lojas de conveniência virou 2017 com faturamento de R$ 7,4 bilhões nas vendas de lubrificante por 7.900 estabelecimentos. Entre as tendências no horizonte do segmento, a avaliação da Plural ressalta a menor geração de resíduos pós-consumo (óleo usado e embalagens plásticas) à medida que o avanço tecnológico proporciona trocas de óleo mais espaçadas (long drain), bem como uma gradual troca da comercialização de produtos embalados pela modalidade granel, oferecida por um número crescente de estabelecimentos especializados em trocas de óleo automotivo e cuja aceitação pelos consumidores tem aumentado.