Limpeza dos ares

Esperanças a tiracolo do câmbio e investidores de fora

Com o bilhete azul trovejado pelas ruas em 13 de março, a possibilidade de o segundo mandato de Dilma ser abreviado ganhou corpo. A economia ao léu e as trapalhadas do governo foram os ingredientes do basta gritado nos protestos. Cruzados os indicadores de produção e vendas, o Brasil regrediu em 2015 aos níveis de 2009, como demonstra o recuo nos investimentos e a queda de 8,3% da indústria. Na voz unânime dos analistas, os estragos causados pela “nova matriz econômica” e os desajustes na política são tamanhos que ninguém ousa arriscar previsão de melhora da conjuntura. Alguns sinais emitidos podem não significar vida nova pela frente, mas dão a entrever que a saída de cena do governo atual já seria suficiente para promover uma limpeza dos ares e, assim, injetar algum otimismo e confiança em quem produz, quem vende e em quem consome. Fala por si a momentânea descida do dólar, notada durante a condução coercitiva de Lula para depor na PF, declínio também esperado com a chegada de outro presidente. Embora o bode da recessão não saia da sala tão cedo, as probabilidades de dólar mais em conta pela frente seriam uma boa nova para o setor plástico nacional, pois dependente de matéria-prima a preços dolarizados e de equipamentos, quando não importados, equipados com componentes adquiridos em moeda forte no exterior. O comportamento do câmbio questiona uma noção muito ventilada na mídia por uma ala de economistas e exportadores –  a de que a cotação de R$ 4

 

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