Jovens dão as costas para a Química

Uma pergunta para Martim Afonso Penna, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Cloro, Álcalis e Derivados (Abiclor). PR – Como explica o desinteresse dos jovens pelo curso de Química? O que está ao alcance das entidades do setor para atrair os vestibulandos? Penna – Se olharmos as avaliações de conhecimento dos estudantes de 12 a 17 anos não constataremos melhora no desempenho. Em 2012, a performance deles em leitura piorou em relação a 2009, conforme dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), ficando 86 pontos abaixo da média dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Em suma, não são capazes de deduzir informações do texto, de estabelecer relações entre diferentes partes do que está escrito nem compreendem nuances da linguagem. Em ciências, o Brasil obteve o 59° lugar do ranking entre 65 países em 2012. Assim, o desinteresse dos jovens pelo curso de Química se estende às ciências exatas em geral. Atribuo esse alheamento à desinformação sobre o curso de Química, efeito de fatores a exemplo da questão da remuneração salarial; falta de professores qualificados, decorrência de serem mal pagos e, para não me estender muito, temos escolas e universidades pouco aparelhadas para o ensino da Química. Para agravar o quadro, os alunos acabam por achar essa ciência muito abstrata. Por causa dessas lacunas e deficiências, ganha importância o magistério no ensino básico, para fortalecer e desenvolver o interesse pela Química, e programas de incentivo ao estudo dessa ciência. É o caso dos certames

 

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