Indústria 4.0 não é revolução da noite para o dia

Setor plástico precisa delimitar o que busca na manufatura avançada, pondera UIrich Reifenhäuser

Ulrich Refenhäuser
Ulrich Refenhäuser

Sensação em máquinas e periféricos na feira k’2016, o conceito de manufatura avançada, também cognominado Indústria 4.0 ainda está  distante das suas feições definitivas. “Entrou nos estágios iniciais e deve tardar cerca de 12 anos até a concretização dos avanços hoje sonhados pelo setor plástico” ,vaticinou Ulrich Reifenhäuser, dirigente da mega exposição em Duesseldorf em entrevista ao jornal digital norte-americano Plastics News. Para ele, a Indústria 4.0 só se tonará real quando a indústria souber com precisão que hoje procura por trás de enunciados típicos de roteiros de ficção científica, a exemplo de um  agrupamento de dados digitalizados de origens diversas que levam ao suprassumo da qualidade fabril.  Ter esses indicadores em mãos é uma coisa, ele deixou claro, outra é entender o que eles significam para o processo de manufatura como um todo. “Como a qualidade é influenciada pela temperatura, pressão e demais fatores que acontecem dentro da máquina?”, coloca o analista, também diretor do Grupo Reifenhäuser, pilar alemão da tecnologia de extrusão “Se soubermos isso, podemos controlar o equipamento, mas o objetivo final é dispor de máquinas inteligentes e autocontroladas,que trabalham com perfeição devido à inteligência em TI”. A manufatura avançada e integrada  desponta como um imperativo para as indústrias, constata Reifenhäuser. “A prova dos nove é se as empresas querem pagar por esse avanço e, uma vez confirmada a intenção, o setor de máquinas vai trilhar o caminho de transpor essa visão para a vida real”.

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