Harsch: crescimento do setor automotivo é caminho sem volta.
Mesmo blindada como o setor mais protegido do Brasil, a indústria automobilística sente a cruz da economia em pandarecos pesar nas suas costas. Apesar das nuvens hoje carregadas, a previsão de bom tempo mais à frente não empalidece aos olhos da Borealis Brasil, ás de ouros em compostos de polipropileno (SP). Seu voto mais bombástico de confiança na virada do jogo a médio prazo tomará forma em abril de 2015, com a inauguração da segunda unidade no complexo em Itatiba, interior paulista. “Passarmos da área atual de 60.000 m² para 200.000 m², mediante a compra de um terreno vizinho, suficiente para alojar três plantas do nosso padrão”, antecipa Leonardo Harsch, presidente da subsidiária brasileira da corporação petroquímica sediada na Áustria. Na constelação de fábricas de poliolefinas e compostos da Borealis, a operação no Brasil não tem par na ativa em mercados emergentes, reconhece Harsch. “O país é o único mercado em desenvolvimento no qual vemos possibilidades de expansão das vendas de carros”, sustenta o dirigente, apesar de admitir a existência de pedras no caminho. Para fora do portão da indústria automobilística, ele exemplifica os entraves com a escassez de crédito, juros na lua, baixa poupança interna, as sarnas do Custo Brasil e um grau de intervencionismo e dependência do governo nos negócios a ponto de estar para nascer a grande empresa que não convide político para cortar cordão inaugural de sua fábrica. Do lado de dentro do setor automotivo, Harsch admite um choque entre a capacidade produtiva acima de 5

 

Para continuar lendo cadastre-se gratuitamente.

Conteúdo restrito a assinantes e cadastrados.
Se você já é usuário, faça login.
Novos usuários podem se cadastrar abaixo.

 

Login de Usuários
   
Registro de Novo Usuário
*Campo obrigatório