Moura: embalagens de maior valor agregado mais afetados pela crise.
Para atravessar a zona de turbulência atual e acertar o passo com os novos tempos, a indústria de embalagens flexíveis precisa, no plano geral, aprender a fazer contas. “Em regra, o setor trabalha espremido entre o custo da matéria-prima e o preço de mercado, alheio ao peso dos fatores contidos no meio desses dois polos, a exemplo da viabilidade do frete de ida e volta, e a precisão nos cálculos relativos a essa zona cinzenta intermediária converge para mais realismo na delimitação do preço final e consequente melhora dos resultados”, sumariza Herman Brian Moura, diretor da transformadora Lord, eleito para presidir a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief) de 2015 a 2017. Qualquer sombra de obviedade no domínio da aritmética preconizado por Moura cai por terra na conjuntura atual das embalagens flexíveis. Universo situado pelo dirigente em algo acima de 800 indústrias de cunho relevante, ele tem passado por depuração forçada em geral pelo tripé da demanda a desejar, noções equivocadas de preços e piora da concorrência em clima de recessão e sem volta por cima à vista. “Várias empresas de nome já saíram de cena e a crise aguçada este ano deve dar continuidade a esse rearranjo no setor”, ele sustenta. O reduto das embalagens de maior valor agregado, julga Moura, deve sofrer mais baixas de integrantes que o de flexíveis convencionais. “Embalagens mais sofisticadas implicam maior número de componentes dos custos, a exemplo de impressão ou requintes de acabamento, dificultando o controle na ponta do lápis

 

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