Filme paradão

Consumo aparente de embalagens flexíveis é o mesmo desde 2010

Mesmo com desemprego e empobrecimento recordes, as pessoas insistem em manter o hábito de comer. Apesar do tom de sátira, tem lógica essa explicação para o setor de embalagens ter conseguido andar de lado em 2016, um empate com sabor de vitória se comparado ao rombo no consumo de plásticos para bens duráveis atirados pela recessão na UTI, como carros, linha branca e imóveis. A consultoria Maxiquim fez a biópsia da calmaria ao longo do ano passado nessas embalagens senhoras de 29% da transformação nacional de plásticos. O exame começa pela visão da cobertura da cadeia industrial, o reduto de poliolefinas – polipropileno (PP) e polietileno (PE). Como expõe Otávio Carvalho, sócio e diretor da MaxiQuim, a demanda brasileira das duas resinas somou 3.856 milhões de toneladas no ano passado contra 3.883 milhões em 2015, um desempenho no qual PP subiu de leve, da ordem de 06%, e PE caiu -1,4%. Em seu cruzamento de dados, Carvalho deixa claro que a demanda de poliolefinas voltou em 2016 ao platô de 2012 e desde 2010 progride (na falta de verbo melhor) a 0,3% ao ano. Em frente: as importações brasileiras de PP, expõe o pente fino da MaxiQuim, fecharam o último período em 288.000 toneladas versus 258.000 precedentes, com destaque para o avanço de 75% da resina argentina (57.698 toneladas) entre 2015 e 2016. Na seara de PE, as 757.000 toneladas desembarcadas no Brasil em 2016 foi o menor volume importado desde 2010. A Argentina voltou a sobressair com crescimento de

 

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