A Argentina aprovou recentemente novo marco regulatório para o setor de óleo e gás, flexibilizando o acesso e os prazos para concessões de exploração. O movimento do governo de Cristina Kirchner visa atrair aportes nas imensas jazidas de gás de xisto na região de Vaca Muerta. Instabilidades políticas e econômicas à parte, a medida abre uma porta para a autossuficiência energética e pode significar área fértil para a petroquímica local, jogando para escanteio qualquer réstia de esperança ainda remanescente para a produção de resinas no projeto do  Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), cujos custos sofrem devassa no caudal de escândalos do petrolão. Mas o ambiente de negócios tem de melhorar muito para investidores se animarem com a Argentina tal como hoje pendem para mercados como o México, avalia Roberto Ribeiro, presidente da consultoria norte-americana Townsend Solutions. Na entrevista a seguir, o especialista ainda discorre sobre os efeitos da queda do preço do petróleo e o futuro da petroquímica base nafta versus a rota do gás natural. PR – Quais os possíveis efeitos da desaceleração mundial e da queda nos preços do petróleo sobre a competitividade em custos da petroquímica base nafta versus a baseada em gás de xisto? Ribeiro – A questão não é a concorrência entre nafta e xisto, mas entre nafta e gás natural. O único país hoje baseado em xisto são os EUA. Porém, temos de analisar outras regiões do globo. O gás natural norte-americano está (N.R.- até o fechamento da edição) em torno de

 

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