O banqueiro Olavo Setúbal costumava dizer que, se não entendia em cinco minutos o negócio proposto, não o financiava. Desse ponto de vista, apesar da cavernosa conjuntura atual, a pior em 14 anos no consenso do ramo, a construção civil continua com facilidade de crédito junto a investidores, mérito das perspectivas a médio prazo e da sua massa crítica, grande demais para vergar os joelhos sem levar consigo o PIB nacional. Essa visão bifocal ganha nitidez na análise de Paulo Melo, diretor superintendente da Odebrecht Realizações Imobiliárias, um dos pontos altos do IV Seminário Competitividade: O Futuro Perfil da Transformação Brasileira de Plástico, realizado em 30 de setembro em São Paulo (ver à pág 58). Os fundamentos da construção civil, expõe Melo, começam pelo crescimento real de 3,5% do PIB nacional entre 2005 e 2013. Para este ano, ele trabalha com a estimativa de avanço simbólico de 0,3%.Por seu turno, nota, o PIB do setor passou de R$ 59,5 bi em 2001 para a projeção de R$ 245 bi no período atual. Outra boa nova, ele encaixa, provém dos atuais níveis de desemprego, abaixo da média histórica e uma referência é a taxa de 10,4% aferida em 2006 contra a previsão da ordem de 5,7% para este ano. No mesmo diapasão, o porta-voz da Odebrecht Realizações Imobiliárias constata a evolução do crédito imobiliário frente ao PIB, da ordem de 1,8% em 2007 para estimados 9% passados sete anos. Melo amarra esses pilares ao potencial para seu setor embutido no déficit

 

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