EUA: transformadores de plástico reabilitam detentos

Projeto público/privado inclui treinamento de condenados na linha de produção

Atolado em imemorial crise de superlotação carcerária, o Brasil, hoje imerso na quebra das contas públicas, poderia ao menos atenuar a tragédia se emulasse uma solução bem sucedida no estado  de Ohio, um dos principais redutos da transformação de plástico nos EUA, agrupando mais de mil empresas. Em ação conjunta do departamento estadual de reabilitação com 21 indústrias filiadas à entidade parceira Polymer Ohio, saiu do papel um projeto de treinamento para recolocação de detentos no mercado de trabalho. O trabalho envolve o aprendizado pelo condenado na linha de produção da transformadora participante da iniciativa. Na admissão do candidato emprego em seu quadro de pessoal, a empresa paga US$ 2.100 per capita ao projeto e repete a contribuição quando o treinamento é concluído e o funcionário é oficialmente contratado. Os postos disponíveis têm acenado com salários a partir de US$12,50/h e determinadas vagas ofertam até US$30/h. Os organizadores do projeto acalentam fechar o ano com a recolocação de mais de 25 pessoas em  transformadores de Ohio. No cômputo dos últimos anos, a população nos presídios locais tem rondado a casa de 50.000 pessoas, das quais uma fatia de 20.000 tem sido libertada a cada ano.