Entrou areia na engrenagem

Riscos e taxação sem nexo encurralam a indústria de plásticos de engenharia

Não é só a ociosidade projetada em 50% na capacidade das montadoras de carros quem pisa no calo do setor nacional de plásticos de engenharia. Além das agruras de uma economia fechada, o reduto de especialidades plásticas presencia o ingresso do seu carro-chefe, a indústria automotiva, numa reviravolta existencial. Ela é engatada pela ascensão da internet das coisas e da economia circular. Nesta entrevista, Carlos Benedetti, diretor comercial da varejista e componedora Nova Trigo, descortina um panorama que se torna mais preocupante pelo fato de que, como assinala, a ficha parece que ainda não caiu para muita gente no mercado de materiais de engenharia. Benedetti: vão faltar jovens para vendas e desenvolvimentos. PR – Como explica a passividade com que fornecedores e componedores de poliamida 6 (PA 6) e poliacetal (POM) aceitam que a tarifa de importação desses plásticos de engenharia não produzidos no Brasil seja gravada como se eles tivessem similares locais? Benedetti – Na verdade, a passividade é inerente ou conexa com a percepção da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) de que não há separação entre poliamidas 6 e 6.6. Uma portaria da Câmara de Comércio Exterior (Camex), publicada em maio último, concede redução temporária da alíquota do imposto de importação. Altera para 2% por um período de 12 meses e restrita a cota de 7.000 toneladas a alíquota ad valorem do imposto de importação para um material específico: polímeros de PA 6 sem carga e com viscosidade em ácido sulfúrico superior ou igual a 128 cm³/g e

 

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