Entre charretes e carros

Uma transição inédita cobra do setor plástico a visão aberta do empreendedor de startup

Entre outros motivos, Geraldo Alckmin tomou uma coça na eleição para presidente por não entender o mundo em que vive. Vendeu a alma ao diabo para conseguir mais tempo de TV crente que, como sempre foi, a comunicação por este canal decidiria o jogo nas urnas. Quebrou a cara diante da penetração tsunâmica das redes sociais, ferramenta de mídia de baixo custo e, aliás, também não levada em conta pelos criadores dos fundos partidários para cacifar campanhas. Mais uma prova do alheamento da realidade que viceja em Brasília. O mundo de hoje, setor plástico incluso, evoca aquela fase do século passado em que era ultra perigoso cruzar a rua, devido ao risco de os recém introduzidos automóveis trombarem com os cavalos. Anda difícil escolher entre transição e estupefação para traduzir o momento atual. Um exemplo recente, de três anos atrás, foi a surpresa do corpo diplomático francês ao comunicar um afrouxamento das barreiras à imigração ao abrir exceção para deficientes físicos. Em pouquíssimo tempo, pela disseminação entre os refugiados da nova regra pelas redes sociais, barcos chegavam do Mediterrâneo repletos de africanos em cadeiras de rodas. Com o coração na boca, o plástico trata de escapar das charretes e carros no asfalto. Perdeu para a avalanche digital a conotação de suprema vanguarda que desfrutou no século XX. Desse modo, passou de software, na acepção de um poder de inspiração e influência, para o de hardware, no sentido de solução coadjuvante, destinada a dar uma forma concreta à transmissão virtual de

 

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