Com cerca de um ano de atraso em relação ao cronograma original, a PetroquímicaSuape colocou, no início de agosto, meio corpo para dentro do octógono de PET grau garrafa no Brasil. Fez isso ao partir a primeira das duas linhas de 225.000 t/a que perfazem sua capacidade instalada do poliéster para embalagens em Pernambuco. O significado dessa entrada em campo vai bem além do raio de ação industrial, pois ela traz à tona um papel que a Petrobras, na condição de controladora da empresa, rarissimamente desempenhou: o de única acionista e operadora de uma fábrica de termoplástico. Ademais, transparece da unidade um comportamento de sinais contrapostos da estatal perante a segunda geração petroquímica. De um lado, ela deixa claro querer desfazer-se do mais integrado e rentável complexo de estireno e poliestireno no país, a indústria gaúcha Innova, alegando tratar-se de ativo não estratégico. Do outro, a Petrobras desponta como produtora de PET, um reduto notório pela penúria de lucro, concentrando assim, junto com a rival M&G, a formulação nacional dessa resina na costa pernambucana. A nova capacidade de 450.000 t/a também merece leitura dos pontos de vista global e regional. Quanto ao primeiro, chama a atenção o fato de a Petrobras debutar em PET após a debandada internacional dos licenciadores originais da tecnologia do poliéster, descontentes com o excedente na oferta e consequente lucratividade a pique do negócio. Seu posto foi assumido por agressivos produtores  sequiosos por escalas e o status de formadores mundiais de preços. A referência no ramo

 

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