Embalagens: indicadores do culto à saudabilidade

Estudos revelam mudanças no consumo brasileiro de segmentos relevantes de alimentos

Novos relatórios da agência de inteligência de mercado Mintel trazem subsídios relevantes para nortear o desenvolvimento de embalagens flexíveis e rígidas para mercados significativos de alimentos. De acordo com o estudo “Sucos Brasil”, 39% das consumidoras respondentes citam “Sem ingredientes artificiais” como o fator de influência na compra de sucos. Segundo o relatório Hábitos de Consumo de Snacks no Brasil, da mesma consultoria, 42% das consumidoras concordam com a afirmação “Eu teria interesse em versões saudáveis dos meus lanchinhos/snacks preferidos” Sendo assim, deduz Ana Paula Gilsogamo, especialista em alimentos e bebidas da Mintel, investir no lançamento de produtos que contenham adoçantes naturais pode ser um diferencial competitivo no âmbito de diversas categorias, tais como iogurtes, chocolates e outras sobremesas e snacks. A substituição dos adoçantes artificiais culinários por adoçantes naturais, complementa ela, é também uma possibilidade, uma vez que, segundo a pesquisa, 58% das entrevistadas disseram tentar adotar o hábito de “Limitar a quantidade de açúcar quando faço bolos, no chá/café”.

Como os consumidores constatam opções saudáveis limitadas para se alimentar fora de casa, nota Ana Paula,  existe oportunidade para a inclusão de ofertas saudáveis nos cardápios de restaurantes, padarias e lanchonetes. E mesmo não havendo grande adesão às dietas vegetariana e vegana, o públicos  tem buscado diminuir o consumo de carne vermelha e aves, o que pode ser uma oportunidade para outros tipos de proteína animal, como peixes e frutos do mar e para opções de proteína de outras fontes, como sementes e grãos. Seja para o consumo no lar ou fora dele, assinala a analista,  as marcas devem não só oferecer produtos que atendam exigências básicas e mais gerais, como limitar a quantidade de sal e açúcar, mas também acenar com opções que consigam corresponder a necessidades que ainda são de nicho, como alimentos funcionais, uso de adoçantes naturais ou produtos de origem vegetal como substitutos dos carboidratos e proteína animal.