Ele vem assim mesmo

Com poliamidas a tiracolo, não há crise capaz de engavetar motores turbo no Brasil

Se há um voto de confiança em dias melhores e na impossibilidade de se frear a evolução da tecnologia, na indústria automobilística brasileira ele se chama motor turbo. Hoje em dia, a Fiat, cujo compacto Uno Turbo lançado em 1994 foi nosso primeiro carro de passeio dotado desse avanço, permanece a principal adepta dessa tendência entre as montadoras no Brasil, como ilustram dois modelos das linhas Punto e Bravo. No mais, apenas a VW, que negou entrevista, incorpora o turbo em um carro nacional. A crise atual não condena esse motor ao eterno ponto morto por aqui. “O turbo tem futuro promissor no Brasil, em razão dos incentivos do programa Inovar-Auto e da busca pela indústria automotiva por tecnologias para atender determinadas tendências relativas à mobilidade sustentável, ou seja, veículos mais leves, seguros, eficientes e munidos de sistemas computadorizados”, confia Suzana Kupidlowski gerente de marketing para o mercado automotivo da Solvay Plásticos de Engenharia. “Ainda que mais lento em alguma regiões por conta da conjuntura dos mercados, esse movimento é global e irreversível porque, ao mesmo tempo, endurece a legislação referente ao aumento de eficiência energética e de redução de emissões”. Tecnológica, política ou econômica, toda revolução é imposta de cima para baixo, defendia o escritor Gore Vidal. O turbo não foge à regra. “São motores mais caros que similares de aspiração natural e esse aumento de custo impacta no preço final do veículo, limitando o universo de clientes e, em consequência, o volume de vendas”, expõe Ricardo Dilser, assessor

 

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