Ele não vai pregar susto

Trump não deve abalar a petroquímica norte-americana, confia consultor

Callais Ao convocar para seu gabinete Rex Tillerson e Andrew Liveris, respectivamente CEOs da ExxonMobil e Dow, Donald Trump tirou a indústria química e petroquímica da habitual discrição junto à grande imprensa nos EUA. Mas os efeitos dessas duas nomeações não devem gerar mudanças de 180 graus na imagem do setor. Tillerson assumiu o posto de Secretário de Estado (equivalente a ministro) de Relações Internacionais. Suas atribuições centram-se, portanto, bem mais sobre a conjuntura global do que em ações de impacto na esfera da química e petroquímica. Na mesma esteira, Andrew Liveris, guindado ao comando do Conselho da Indústria Norte-Americana (American Manufacturing Council) atuará como elo entre este setor e o governo federal. Há quem veja nesta nomeação sérios conflitos em potencial com prejuízos nos âmbitos dos produtores rurais, saúde pública e meio ambiente. Por exemplo, as seis maiores potências em agroquímicos e sementes hoje negociam fusões passíveis de resultarem em três mega corporações detentoras do controle majoritário desses segmentos nos EUA. Alguns analistas temem que o apoio de Trump a esse rearranjo convirja para o aumento de preços dos dois implementos para fazendeiros e consumidores finais. Quanto à sua imagem em escala global, a indústria química e petroquímica dos EUA só é afetada pelo governo Trump em seu intento de interromper, na manufatura do país, o movimento de transferir empregos para lugares de custos inferiores, intenção aliás escorada por uma plataforma republicana a ser submetida ao crivo do Legislativo. Consta da redução de 35% para 20% na alíquota do

 

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