Efeitos colaterais

Mudanças nos hábitos de consumo acentuam a queda de braço entre garrafas PET e copos selados em água mineral

Números podem ser inodoros, insípidos e incolores, mas contra eles não há argumento. “Copos selados hoje detêm cerca de 2,2% do mercado de água mineral sem gás – exclusive garrafões de 20 litros – e,15 anos atrás, essa participação era de 15%”, confronta Carlos Alberto Lancia, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (Abinam). Essa descida sem freio livre do recipiente de polipropileno (PP) com lacre de alumínio, atribui o dirigente, é obra do bombardeio de garrafas cada vez menores de PET, esporeadas pela conveniência da tampa para a ingestão gradativa do líquido e pela competitividade em custos servida pela diminuição da gramatura da embalagem – uma obsessão no ramo de água mineral determinada por duas justificativas entrelaçadas: economia e sustentabilidade. “A tendência é que os copos selados fiquem restritos a indústrias menores de água, com fôlego financeiro para comprar termoformadoras, mas sem meios para investir em sopradoras de pré-formas”, percebe Lancia. Tal como ocorre em mercados como o europeu, ele cita, a garrafa de PET deve apertar o cerco sobre o copo por aqui, chegando à faixa de 150 ml. “O avanço de PET sobre o copo selado é mundial em água sem gás”, ele reitera. Com 24 anos de alta liquidez na bagagem, a bioleve se vale das duas embalagens para sua água mineral sem gás . “Há uma tendência crescente em prol de embalagens menores de PET, por facilitarem o consumo parcial e pela resistência mecânica superior à dos copos”, atesta Luis Tojo, diretor industrial

 

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