Economia circular: a experiência da Ikea na Suíça

Rede europeia testa aluguel em vez da venda de mobiliário

Uma ruptura nos hábitos de consumo que abala os alicerces de cadeias produtivas como a do plástico, a preferência por desfrutar um bem em lugar de possuí-lo é um mandamento chave da economia circular. Engajada nesta corrente e na causa da sustentabilidade, a rede de materiais de construção Ikea, fundada na Suécia e sediada na Holanda, dá o tom de uma bomba relógio que periga vir pela frente com a experiência iniciada em fevereiro em suas lojas na Suíça.

Conforme noticia o jornal britânico Financial Times, a sacada é a seguinte: “por que comprar mobiliário se você pode alugá-lo e substituí-lo quando quiser algo diferente?”  Em suma, a Ikea, de comum acordo com fornecedores, propõe neste experimento que o cliente alugue o mobiliário exposto na loja por determinado período e, uma vez completado o prazo, devolva os produtos e alugue outros.

Em lugar de descartar o mobiliário devolvido, a Ikea se propõe a recauchutá-lo e revendê-lo, prolongando assim sua vida útil, em sintonia com o  discurso da economia circular. Para Paul Hodges, blogueiro do portal britânico Icis, especializado em petroquímica, empresas como a Ikea descortinam uma nova realidade em que os serviços, mais que os produtos em si, são determinantes para a rentabilidade, levando consumidores a repetidas aquisições  e sem afrontar a proteção ambiental.

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