É pra levar ele a sério?

Se Trump cumprir as promessas de campanha, o mercado petroquímico vai ficar mais tenso

Eleito com ataques à globalização e ao comércio internacional, Donald Trump inicia em janeiro seu mandato de presidente dos EUA justo na fase de contagem regressiva para um tremor de terra na petroquímica mundial: a entrada na praça mundial, entre o fim de 2017 e largada de 2018, do mega excedente norte-americano de polietilenos, a cargo de novos complexos industriais vitaminados pelo custo competitivo do gás das bacias de petróleo do Golfo do México e das reservas de xisto, aliás uma indústria que Trump pretende estimular, de olho no desembolso de investimentos trilionários e geradores de emprego. Em contrapartida, equivale a achar alguém em Brasília fora da Lava Jato encontrar no setor plástico quem julgue que o mercado mundial ficará

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