É de quebrar a cabeça

Não deu outra: 2015 marcou pela queda na vendas, investimentos e margens dos transformadores. O setor aguenta a reprise em 2016?

Do começo ao final de uma agenda diária sem hora fixa para terminar, José Ricardo Roriz Coelho absorve e irradia informações. Ele atrai dados feito pára-raio no comando da  Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), nas empresas que gere e de cujos conselhos administrativos participa, além de ser alimentado pela fornalha de indicadores do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) ,entidade da qual é vice-presidente.  Estribado nessa bagagem, Roriz demonstra na entrevista abaixo uma conjuntura que faz a cadeia do plástico quebrar a cabeça e ficar hipertensa. As razões do vermelho no balanço de 2015 são óbvias e a estrada até o final de 2016, ele expõe, se afigura por demais esburacada e pedregosa para transformadores que, na panorâmica, acabaram o ano passado de língua de fora e menos capitalizados. Fica no ar a indagação de mais quantos anos o metabolismo do setor a indústria resiste sem sua anemia atual descambar para o colapso se o Brasil não sair do acostamento. Roriz: transformação fechou 23.000 postosde trabalho. PR – Pela sua estimativa, a produção de transformados plásticos recuou em 2015 ao patamar de qual ano anterior e, nessa esteira, com qual índice  médio de ociosidade o setor rodou? Roriz – A produção recuou 8,5% em 2015, sendo que o volume produzido de 6,1 milhões de toneladas fica um pouco abaixo do registrado em 2008 (6,3 milhões de toneladas). No ano passado, a ociosidade média do setor, conforme dados da CNI, ficou em

 

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