Duro de escapar

Recessão engessa transformadores de shrink e stretch

Por suas virtudes e fragilidades, filmes shrink e stretch andam pelo fio da navalha com a economia no vermelho. Ponto a favor para diluir essa rebordosa é a diversidade  de mercados das duas películas. Em contrapartida, por se tratarem de flexíveis de baixo valor agregado e com superlotação de fornecedores, a combinação de demanda em recesso, inflação e resina precificada em dólar sob câmbio volátil e em alta põem à prova a solidez financeira dos transformadores desses dois redutos, em particular a ala de escalas menores. “Por enquanto, não vejo luz no fim do túnel”, pondera Alberto Lopes Moreira, diretor comercial da Goiaspack, controlada do Grupo Embalo com foco em shrink e stretch. “No momento, a maioria das empresas está equilibrando receitas e despesas, na torcida para a recessão passar logo, mas o fôlego encurta a cada dia e muitas podem sair do mercado se essa situação continuar”. Como era de se esperar, as indústrias finais com saúde no balanço passaram a ser o grande foco  dos fornecedores de shrink e stretch, percebe Moreira. “A disputa por esse tipo de cliente endureceu e leva o pedido a empresa de melhor preço, pois qualidade é obrigação para quem produz esses filmes”. Para engrossar o caldo, o porta-voz da Goiaspack enxerga os transformadores ofegantes sob os custos operacionais, a exemplo de água, energia e tributos, e pelos reajustes nos preços das matérias-primas de frequência intensificada este ano em virtude dos coices do dólar. Moreira ilustra o drama com seu negócio de stretch.

 

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