Silva: na prática a teoria do governo é outra. Paulo Francisco da Silva, diretor comercial e de desenvolvimento da Neuplast, não mede as palavras para falar da problemática situação da reciclagem no país. Além de o setor estar 15 anos atrasado em relação ao mundo, ele situa, a conjuntura interna não favorece uma eventual melhora. O acesso à tecnologia de ponta é inviável devido aos tributos e burocracia para se internalizar uma máquina e a política de conteúdo local dificulta a obtenção de linhas de crédito. Para complicar, a coleta seletiva ainda é precária e, quando há matéria-prima disponível, atravessadores fazem a limpa antes de o resíduo reaproveitável chegar às recicladoras. Sem interesse em corrigir o problema ou conceder facilidades fiscais, parece que o governo, apesar de todo oba oba verde, virou as costas a essa indústria, ele lastima na entrevista a seguir. Com 35 anos de estrada, a Neuplast opera em Guarulhos (SP) uma capacidade instalada para reciclar 1500 t/mês de polipropileno (PP) e polietileno de alta densidade (PEAD). PR – Por que considera que a reciclagem de plástico no Brasil está 15 anos atrasada? Silva – Estive em março na feira NPE 2015, em Orlando (EUA), em busca de tecnologia de separação por infravermelho. Isso já é uma realidade no exterior. Há seis empresas no mundo produzindo essas máquinas e, na Europa, 60% do mercado é da Tomra Sorting. A Tomra trouxe a máquina para a Feiplastic e ninguém deu muita bola. No Brasil, ainda usamos troca-tela enquanto

 

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