De volta ao time

Economia circular pode conferir ao transformador um papel titular no desenvolvimento de embalagens

Na segunda metade do século XX, quando o plástico engatinhava no Brasil, muitas embalagens ganharam a praça por terem sido propostas por transformadores daqui a indústrias de produtos de rápido consumo (alimentos, cosméticos, artigos de limpeza etc.). Era um tempo propício a essas práticas, pois havia um mundaréu de oportunidades para o plástico conquistar. Além do mais, a gestão das indústrias em geral era bem mais monocrática naquela época. Desse modo, o transformador submetia sua sacada, em regra algo visto por ele no exterior, em linha direta com a cúpula da empresa sondada. De lá para cá, essa cena virou ficção. Sob a interferência da globalização dos negócios e da cadeia de suprimento, completada pela especialização e subdivisão da gestão empresarial, aconteceu uma inversão de papéis. As indústrias de produtos de rápido consumo passaram, em regra, a liderar a determinação de como suas embalagens devem ser, relegando o transformador daqui ao papel de um parceiro coadjuvante, quase um cumpridor de ordens e ajustes. Por tabela, aquele ímpeto audaz dos empreendedores da nossa primeira fornada da transformação, de propor no escuro novidades captadas pelo seu faro, também se diluiu com a pulverização de instâncias decisórias em empresas onde antes eles botavam as ideias cara a cara com o poder supremo. Agora, uma sacada dessas passa primeiro pela lupa de marqueteiros, analistas de mercado e de laboratório, designers, engenheiros industriais e por aí vai até que, com sorte e remendos, a proposta sobe bom tempo depois para o olhar do olimpo da

 

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