De conversa em conversa

Plástico reciclado embarca em novo esforço para sensibilizar o governo

O Brasil recicla apenas 3% das 78,6 milhões de t/a dos resíduos sólidos gerado, atividade correspondente a uma receita de R$ 12 bi. A autoria desses indicadores é da Frente Parlamentar em Defesa da Cadeia Produtiva da Reciclagem, com pouco mais de um ano de ativa em lobby junto ao poder público e tendo na retaguarda a indústria transformadora de plástico. As reivindicações da frente alinham de benesses tributárias e acesso ao crédito do BNDES até amparo aos catadores e redução das tarifas de importação de equipamentos para reciclagem. Entre os defensores da iniciativa figura Luiz Henrique Hartmann, consultor e diretor da Comeplax- Soluções em Reciclagem e coordenador do comitê de reciclagem do Sindicato da Indústria do Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast). Nesta entrevista, Hartmann expõe as atribuições da Frente. Hartmann: nomenclatura de identificação fiscal para o reciclado PR – Tem afirmado que o roubo de lixo dificulta a coleta seletiva. Qual a base de sua constatação? Hartmann – O problema é nacional e, considerando-se apenas Porto Alegre, estima-se que o roubo e desvio do lixo separado para a coleta seletiva chega a quase 50 % em alguns bairros. Como sabemos, a gravimetria (quantificação de componentes) do lixo urbano varia de um bairro para outro. Assim, os desvios são concentrados exatamente nos bairros que apresentam uma qualidade maior de recicláveis na sua gravimetria. Outro detalhe importante: em grandes condomínios residenciais, os administradores têm o hábito de vender diretamente a recicladores o lixo seletivo destinado em

 

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