Crise trava montagem da Plastech Brasil

Edição de 2017 da feira gaúcha está condicionada à situação da economia

cortinaA agenda nacional de eventos do setor plástico acaba de sofrer uma baixa por cortesia da depressão econômica. Encabeçada pelo Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás), a organização da sexta edição da Plastech Brasil- Feira do Plástico, da Borracha, dos Compósitos, da Reciclagem e dos Transformados Automotivos decidiu deixar em aberto a data de montagem em 2017 da exposição gaúcha. “É uma decisão dura, difícil, mas que está fundamentada no profundo respeito que nutrimos pelos participantes da nossa feira. Temos um compromisso com o resultado dos empreendedores. A Plastech Brasil será realizada no momento em que o mercado sinalizar que nossos expositores e visitantes poderão reencontrar terreno fértil para a geração de negócios”, explica o presidente da feira, Orlando Marin. “Vejo gente cortando plano de saúde, adiantamento de salário, transporte, para conseguir sobreviver mais um mês até que se resolva alguma coisa em Brasília. É a realidade e temos de dizê-la de maneira honesta e transparente como sempre fizemos”, desabafa o dirigente, que projeta um período longo e complexo para a recuperação econômica. A fixação da nova data da Plastech dependerá, pela lógica,  do comportamento do mercado daqui por diante, um horizonte nublado a julgar pelo declínio do PIB mais acentuado este ano que em 2015 e sem perspectiva de virada em 2017, conforme consenso entre analistas do mercado de capitais. Para 2017, por sinal, trombeteia-se aos quatro ventos que o setor plástico nacional deverá ser contemplado, pela primeira vez, com duas feiras de alcance nacional,a Feiplastic e a Plástico Brasil no mesmo exercício para o qual se antevê a continuidade da mesma crise brava que já vitimou a sexta edição da Plastech.