Crise não abala vendas de sucos de frutas

Consumo aceso do alimento bafeja as embalagens plásticas

Horta das embalagens de PET e polietileno (integrante da caixa cartonada, o mercado brasileiro de sucos é, ao pé da letra, um pomar de alta liquidez. Projeção das consultoria  Euromonitor International antevê consumo nacional da ordem de 2,6 bilhões de litros em 2021, acima do patamar atual de 2,3 bilhões de litros resultantes dos volumes dos seguintes produtos engarrafados: sucos integrais, néctares, refrescos e água de coco. À margem da crise, o consumo nacional ainda é considerado baixo e, na nada memorável conjuntura econômica de 2016, as vendas no varejo da categoria de sucos concentrados (líquidos e em pó) emplacaram R$ 7,9 bilhões em 2016 ou cerca de 120% versus 2015 e ultrapassarão a marca de R$ 8 bilhões em 2017, sustenta a Euromonitor. Entre as turbinas dessa arrancada, destaque para o frenesi de lançamentos, refletido também na renovação de embalagens e embalado pelo culto à saudabilidade com apelos multifuncionais. Por exemplo, a marca Juxx vislumbrou na campanha Novembro Azul o mote para difundir os predicados do seu suco de romã para inibir o câncer na próstata. Outra mão na roda para o balanço dos sucos provém da proliferação de marcas próprias de supermercadistas, ampliando a penetração do alimento, em especial nas camadas de baixa renda.