Contagem regressiva para 2019

Economista-chefe da Rio Bravo traça o cenário para a indústria após a zona de turbulência atual

No leme da gestão de recursos arredondados em R$ 11,7 bilhões, a Rio Bravo Investimentos, controlada do conglomerado chinês Fosun desde 2016, é acatada há 17 anos pelo mercado financeiro como bússola da economia brasileira. Um renome proveniente da atuação nas esferas do crédito (dívidas de empresas e securitização de recebíveis), renda variável, aplicações imobiliárias, private equity (participações em empresas emergentes de capital fechado) e multi-assets e portfólios (carteira de investimentos para empreendedores individuais). Entre os sensores da Rio Bravo para captar meandros e o trajeto da conjuntura, tem cadeira cativa na linha de frente o seu economista-chefe, Evandro Buccini, entrevistado a seguir. Buccini: governo é um grande alocador ineficiente de capitais. PR – O boletim Focus do Banco Central prevê aumento de 2,2% do PIB em 2018. Como avalia a lógica dessa projeção tendo em vista fatores como o desdobramento da instabilidade política, penúria do caixa do poder público, situação fiscal vulnerável e recordes de inadimplência, desemprego e, por fim, a incógnita quanto aos candidatos nas próximas eleições presidenciais? Buccini – O crescimento projetado para 2018, apesar de muito superior ao resultado dos últimos anos, não é um aumento pujante depois da pior recessão da história do país. Ainda assim, o risco dessa projeção é para baixo. Os setores capazes de impulsionar o PIB devem ser a indústria, no lado da oferta, e principalmente, o investimento no lado da demanda. A elevada incerteza política deve durar até a eleição de 2018, freando ainda alguns planos de investimentos. Mas o

 

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