Construção civil: oportunidades para PVC travadas pela crise

7,5 milhões de moradias precisam de reformas no Brasil

Na voz corrente do ramo, as indústrias de tubos e conexões, maior mercado de PVC, vergou os joelhos em 2016 com ociosidade média de 50% a 55%no período. Não fossem o empobrecimento e desemprego recordes e a quebra das contas públicas, o vinil teria pela frente um mar que não tem tamanho para nadar de braçada. Do cruzamento de dados do governo e de sindicatos da construção civil, emergem indicadores como o estimado efetivo de 7,5 milhões de moradias dependentes de reformas no país. Tem mais: de 1995 a 2015 dobrou para 50 milhões de unidades o contingente de moradias com renda baixa, até dois salários mínimos. Mas  uma fatia de 3% delas não tem acesso à rede de esgoto e 1,7 milhão são habitadas por mais de uma família, convívio  abalado pela falta de privacidade. No ano passado, o varejo de materiais de construção, reino do consumidor formiga de tubos vinílicos, faturou R$ 108 bilhões contra  R$ 115 bilhões em 2015  e, até o momento, a receita antevista para o período atual é de R$ 110 bilhões.